Trata-se de químicos dentro dos insectos que podem ser convertidos em electricidade, potencialmente, em quantidades suficientes para alimentar sensores.
A descoberta foi encontrada num químico dentro da barata que provoca esta reacção.
O segredo para converter a energia química em eléctrica está na utilização de uma série de enzimas no Ânodo (pólo negativo de uma fonte electrolítica).
- A primeira enzima quebra o açúcar, trealose(*),que a barata produz constantemente através da comida que ingere. O açúcar é dividido em 2 açucares simples chamados monossacarídeos(**).
- A segunda enzima vai oxidar estes monossacarídeos, libertando electrões.
- A corrente flui como electrões para o cátodo (eléctrodo positivo de uma fonte eléctrica de alimentação) onde o oxigénio do ar absorve os electrões e é reduzido a água.
Depois de testar o sistema usando soluções de trealose, os eletrodos foram inseridos no sangue de uma barata fêmea, longe dos órgãos vitais.
Os insectos têm um sistema circulatório aberto evitando que o sangue fique sob pressão. E, ao contrário dos vertebrados, se introduzirmos uma sonda numa veia, o sangue nunca sai para fora, independentemente da pressão.
Resultados conseguidos:
- Potencia máxima extraída: 100 micro-watts(***) por cm² a 0.2 Volts;
- Densidade máxima de corrente: 450 amperes por cm².
A experiência foi realizada ao longo de 5 anos. Os cientistas concluíram que as baratas não sofreram efeitos secundários.
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(*) Enzima que catalisa a conversão de trealose em glucose;
(**) Carboidratos não polimerizados, por isso, não sofrem hidrólise;
(***) As células solares para calculadoras e relógios são medidas em micro-watts.