Imprimir esta página

Gerar electricidade a partir de baratas

Classifique este item
(0 votos)

Lembra-se do filme “Matrix”, em que os humanos eram usados como fonte de energia para alimentar as Máquinas? O mesmo princípio foi utilizado por cientistas para extrair eletricidade de baratas. A realidade imita a ficção, e é mais ou menos como no “Matrix”. Mas, agora, nós somos as Máquinas...

Trata-se de químicos dentro dos insectos que podem ser convertidos em electricidade, potencialmente, em quantidades suficientes para alimentar sensores.

A descoberta foi encontrada num químico dentro da barata que provoca esta reacção.

O segredo para converter a energia química em eléctrica está na utilização de uma série de enzimas no Ânodo (pólo negativo de uma fonte electrolítica).

  1. A primeira enzima quebra o açúcar, trealose(*),que a barata produz constantemente através da comida que ingere. O açúcar é dividido em 2 açucares simples chamados monossacarídeos(**).
  2. A segunda enzima vai oxidar estes monossacarídeos, libertando electrões.
  3. A corrente flui como electrões para o cátodo (eléctrodo positivo de uma fonte eléctrica de alimentação) onde o oxigénio do ar absorve os electrões e é reduzido a água.

Depois de testar o sistema usando soluções de trealose, os eletrodos foram inseridos no sangue de uma barata fêmea, longe dos órgãos vitais.

Os insectos têm um sistema circulatório aberto evitando que o sangue fique sob pressão. E, ao contrário dos vertebrados, se introduzirmos uma sonda numa veia, o sangue nunca sai para fora, independentemente da pressão.

Resultados conseguidos:

  • Potencia máxima extraída: 100 micro-watts(***) por cm²  a 0.2 Volts;
  • Densidade máxima de corrente: 450 amperes por cm².

A experiência foi realizada ao longo de 5 anos. Os cientistas concluíram que as baratas não sofreram efeitos secundários.

Para mais informações sobre este estudo da Western Reserve University clique aqui.

 

(*) Enzima que catalisa a conversão de trealose em glucose;

(**) Carboidratos não polimerizados, por isso, não sofrem hidrólise;

(***) As células solares para calculadoras e relógios são medidas em micro-watts.